20070719

eu disse-te: esta noite não vou sonhar com falsas certezas,a minha única certeza tem olhos de mongol, cheira a jasmim, tem uma janela, tem um milhão de estrelas, tem medo de quando os aviões levantam voo, voa, já voou ao meu lado, já rio ao meu lado, foi a primeira a limpar-me as lágrimas, já chorou ao meu lado, já sonhou ao meu lado...está sempre ao meu lado... j.moira angela darling!

desde o inverno de dois mil e dois


hears:
.grizzly bear

20070627

conheço-me há demasiado tempo...demasiado bem.

tenho saudades do frio.

20070501

(tu disseste)

que posso dizer de ti. que posso dizer de nós. eternas crianças que por ridículo acaso se conheceram. ridículo acaso que timidamente se tornou num segredo e alimentou anos de amizade e amor. tanto amor, amor que amo...

(eu disse-te)

se dizer Amor custa, imagina quanto custa dizer aquilo...
..
obrigado por todos estes anos, por seres quem foste, por sermos, por aquilo que vamos ser para sempre...

20070429

não tenho medo, conheço tão bem a casa que todos os cantos me sabem redondos. sinto-me preso, tenho frio. onde deixaste a chave? estou farto de procurar no passado....as paredes estão frias,sinto frio lá fora; cada vez há menos onde procurar...oiço a dentada, sinto o medo...estou encolhido no mesmo canto há tanto tempo, sinto-me a morrer de frio, à espera que a dentada me mate.

(em directo, vinte e nove de abril de dois mil e sete, quatro horas e sete minutos)

(lembro-me do dia em que te li o medo, estávamos deitados na relva...foi a primeira vez que te vi uma lágrima, tens uma fotografia desse dia no teu quarto, tinhas uma camisola azul)

20070428

(tu disseste...)

na quietude do olhar que não cansa de fixar um ponto que está distante...ve-se um bem duro penar, a fadiga de esperar num arquejar ofegante!esperar...o que nunca chegara, o que sempre longe está numa longínqua miragem..pelo que foi e não volta, nem sequer uma revolta da desoloção da imagem!...

(foi em março, disseste à noite; lembro-me que pensei em ti enquanto o sol adormecia...)

20070427

a música alta em direcção ao teu cheiro, as luzes que se apagam para nos nossos olhos se acender o milhão de estrelas que liga aos teus sonhos..quero guiar-te até ao frio, o nosso frio...a nossa música, a tua dança...estrelas de um medo, de não O sermos.

(algures a meio de uma viagem de madrugada pelo alentejo, de luzes apagadas na autoestrada)

10/2006

20070426

esse lugar onde somos como dois espelhos colocados frente-a-frente,esse lugar infinito que conhecemos tão bem...sem cantos, sem distâncias...
esse lugar onde ao olhar para ti vejo o céu e vejo o mundo, além de todos os expoentes de loucura; onde em mim sabes de uma certeza para além do tempo..esse lugar eterno, debaixo das nossas pálbebras é o Amor aos nossos olhos...

(lembro-me da primeira vez que falaste deste sitio, dormimos no chão)